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Problemas Imaginários

  • Foto do escritor: Rodrigo Amorim
    Rodrigo Amorim
  • 27 de jun.
  • 1 min de leitura


O que mais me chamou a atenção nessa cena não foi a ideia de "problemas imaginários", mas a percepção de que as pessoas raramente sofrem apenas pelo que acontece. Elas sofrem pelo significado que determinadas situações assumiram ao longo de sua história.


Muitas vezes, aquilo que parece um apego exagerado a um objeto, a uma pessoa ou até a um problema está cumprindo uma função invisível. Antes de perguntar por que alguém não consegue abandonar determinado comportamento, talvez a pergunta mais útil seja: o que esse comportamento está sustentando?


É comum tentarmos eliminar aquilo que enxergamos na superfície, quando, na verdade, o comportamento é apenas a expressão de uma estrutura construída ao longo da vida. Retirar essa estrutura sem compreender sua função pode até interromper uma ação, mas dificilmente transforma a pessoa.


Talvez seja por isso que eu veja o desenvolvimento humano muito mais como uma investigação do que como uma busca por respostas prontas. Entender como alguém passou a funcionar da maneira que funciona costuma ser mais valioso do que simplesmente dizer o que ela deveria fazer diferente. Quando a origem se torna compreensível, a mudança deixa de ser uma imposição e passa a fazer sentido.

 
 
 

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